terça-feira, 22 de maio de 2012

Bruno de Carvalho

Muitos orgãos de comunicação social têm tentado entrevistar-me desde o final da Taça de Portugal. Tenho recusado pois considero que a derrota na Taça e os resultados desportivos deste ano falam por si não precisando de sportinguistas para os reviver a quente. Ganhar e perder fazem parte do “jogo” apesar de eu não suportar a derrota e existirem umas que ainda conseguem ser piores que outras.


 Mas não posso ficar calado quando leio Godinho Lopes a dizer “sinto-me legitimado” em termos de Sporting, como li hoje no Record. Não vou fazer a apologia das eleições antecipadas, até porque falo como adepto e sócio que sou e não como ex-candidato ou possível candidato futuro. Godinho Lopes é o Presidente em exercício como tal tem o "direito" a cumprir o seu mandato se a sua consciência e de quem o acompanha assim o determinar. Agora não pode é falar de legitimação.

Não pode porque não a tem nem terá pelas irregularidades que ocorreram nas ultimas eleições e que nem ele nem ninguém da direcção se interessou em demonstrar o contrário em nenhuma altura desta época, aliás até tiveram foi pressa em queimar os boletins de voto antes do prazo legal a fim de nunca se poder vir a saber a verdade dos factos. Mas nem só de eleições vive o nosso grande Clube.

Godinho Lopes foi empossado com base numa campanha onde definiu promessas de mandato não cumprindo nenhuma. Prometeu 100 milhões e deixa uma época terminar com 47 milhões negativos; prometeu que o Sporting ia deixar de viver de receitas antecipadas e recebeu 38 milhões em receitas antecipadas; prometeu uma equipa de futuro e neste momento somos donos de uma pequena percentagem do passe de cada jogador;

Prometeu um Sporting independente da banca e foi contrair mais 48 milhões de empréstimos. Conduziu um projecto sem rumo, sem metas, sem objectivos apenas apoiado em pessoas: Domingos para treinador e este já saiu, Dupla Duque / Freitas para dominar os meandros do futebol e vamos ver quem se mantém e por quanto tempo, não se sentindo qualquer domínio do mesmo,

Carlos Barbosa para uma politica de marketing moderna e lucrativa e este já saiu e a politica de marketing lucrativa continua a ser uma expectativa. Isto não é um projecto, é uma sucessão de equívocos que fizeram o Clube perder mais um ano e agravar a sua já debilitada situação financeira. Agora temos em cima da mesa como projecto Sá Pinto, um homem da casa que aproximou os adeptos a equipa, mas essa aproximação faz-se de paixão e de resultados e o Sá carrega um fardo grande para ser sustentado por um homem só. Temos uma fusão aprovada pelos sócios que afinal ainda não foi colocada a consideração dos accionistas da SAD;

Temos negócios da China fechados e afinal rumamos para a Índia. Isto não é credibilidade, não é legitimação, de facto tudo isto é pouco mais do que nada que resultou em muito menos. Menos dinheiro, menos prestigio pois acabámos no 4º lugar, menos atractividade para parceiros e investidores. Como adepto, sócio e accionista da SAD não posso mentir e por isso espero de facto que esta Direcção saia de vez do Sporting, porque alem de manter o “não projecto” que mantemos à 16 anos,

Ainda o piorou consideravelmente a níveis nunca antes vistos. Dos jogadores comprados esta época devemos ainda 21 milhões de euros, aumentámos o passivo em 48 milhões de euros e das vendas de jogadores que agora fizermos 20 milhões já foram recebidos no início desta época… É mau de mais para ser verdade, mas é-o de facto.

Na apresentação do livro do Paulinho perguntaram me se o Sporting devia mudar de rumo e eu respondi não, deve é consolidar o seu. Talvez e infelizmente muitos sportinguistas já se tenham esquecido do rumo do Sporting pois ele tem estado esquecido nos dirigentes sportinguistas e nas figuras que vivem em torno do Sporting.

O rumo do Sporting Clube de Portugal é só um: a Vitória e a Glória, tudo o resto não são rumos, são vaidades pessoais, interesses pessoais e sucessões de equívocos que apenas prejudicam os adeptos e sócios do Sporting, ano após ano, época após época. Já estou farto do “é para o ano”, quem quer estar à frente do Sporting tem de perceber de vez que tem de acabar o é para o ano, e claro, antes que se ponham objectivos menores ao Clube que amamos, alerto que o 2º lugar é o primeiro dos últimos.

Se decidirem continuar, como já disse, estão no seu "direito" visto terem sido empossados, mas façam-no de forma discreta e com vitórias e conquistas porque legítimos não são, pelo menos não sejam mais uma época incompetentes. Pelo Sporting Clube de Portugal sempre, pela mediocridade e mentira nunca! O Sporting CP somos nós!

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