domingo, 4 de setembro de 2011

Sporting -- publicações em 4 de Set

Goleada à porta fechada

O Sporting goleou ontem por 8-0 o Sarilhense, equipa da 1.ª divisão da AF Setúbal, em jogo-treino realizado pela manhã na Academia de Alcochete. Ao intervalo, os leões já ganhavam por 4-0. Entre os marcadores da partida contaram-se o capitão Daniel Carriço, os reforços Capel, Carrillo e Arias e o luso-brasileiro Evaldo.

O encontro decorreu à porta fechada, portanto vedado à presença da comunicação social, como aliás tem sido regra desde há um mês, salvo um par de exceções.

Domingos terá pretendido aproveitar o primeiro interregno da temporada, devido aos compromissos internacionais, para dar ritmo competitivo e... reforçar princípios táticos nos jogadores que permaneceram em Alcochete, com particular atenção para os menos utilizados, para aqueles que têm evidenciado maiores dificuldades a nível de adaptação e condição física e finalmente para quem tem menos dias de trabalho no grupo.


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"Onyewu tem perfil de líder"


Oguchi Onyewu tenta sair da sombra que o persegue desde o tiro de partida para a época oficial. Do alto dos seus 1,94 metros, o imponente central está fora da lista de prioridades para o sector recuado e ainda busca a estreia oficial, especialmente após o jogo de apresentação aos associados frente ao Valência (0-3), uma partida aziaga para a equipa, para o público que encheu Alvalade... e para o próprio defesa, que quer vingar tal desempenho. Quem o conhece bem, afirmou peremptoriamente a O JOGO que Onyewu pode vir a ser mais do que útil - uma referência, até. Rolão Preto, técnico auxiliar de Laszlo Boloni com o qual fez a última dupla campeã em Alvalade, há quase dez anos, e que orientou o norte-americano no Standard de Liège em 2008/09, lembra a progressão do atleta, ao qual reconhece inúmeras qualidades a explorar. "Oguchi foi um jogador importante no Standard quando trabalhámos em conjunto. Trata-se de um central alto, muito inteligente tacticamente, possante, com bom posicionamento e muita força no jogo aéreo, defensiva e ofensivamente, e tem capacidade de liderança. Neste capítulo tem também o seu peso", situa o ex-adjunto leonino, hoje a coadjuvar o treinador romeno no PAOK de Salónica.

Rolão Preto recupera a caminhada europeia do emblema belga na época supracitada para dizer que a mesma teve, e muito, o selo do central de ascendência nigeriana, natural de Washington DC: "Lembro-me que calhámos num grupo difícil com equipas como a Sampdória, Sevilha, Estugarda e Partizan de Belgrado. Passámos em primeiro e nessa caminhada foi um jogador determinante."

Pese as origens do gigante, Rolão Preto sublinhou ainda a experiência do reforço leonino proveniente do Milan, mas que cumpriu a última metade da passada temporada no Twente, vice-campeão holandês em título. "Ele tem já uma experiência no futebol europeu que fala por si. Jogou em França, na Bélgica, na Itália, na Holanda. Esse é claramente outro aspecto que joga a seu favor. Em suma, estamos perante um atleta que, se for bem aproveitado, terá seguramente muita importância no Sporting", concluiu.

A aventura europeia de Onyewu tem sido igualmente satisfatória no que respeita ao palmarés. Ao longo de quase dez anos no futebol do Velho Continente, em defesa de emblemas como Metz, La Louvière, Standard de Liège, Newcastle, Milan, Twente e, agora, Sporting, o camisola cinco dos verdes e brancos coleccionou dois títulos de campeão, uma supertaça na Bélgica, além de uma taça na Holanda, há poucos meses. Ainda na Bélgica, onde viveu os melhores momentos da carreira, Onyewu foi considerado o melhor jogador estrangeiro da liga local, além de figurar em duas temporadas no onze ideal da mesma competição. Rolão Preto recorda um jogador a quem o sucesso não era estranho, quando o antigo adjunto chegou a Liège e ali brilhavam também o benfiquista Witsel e o portista Defour: "Vencemos a liga em 2008/09 e a supertaça. Repetimos o feito de ganhar o campeonato, que Onyewu havia vencido no ano anterior com Preud'Homme. Já então ele era uma referência no conjunto e assim continuou na excelente época que fez connosco. Não sei com exactidão o que se passará no Sporting, mas não tenho dúvidas quanto à valia deste jogador."


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"Elias vai fazer história"


Ele só fez a última metade da época 2003/04 e a primeira metade da seguinte pelo Sporting, mas, mesmo sem chegar a ídolo, ficou na memória pela qualidade do seu futebol, como comprovou noutras latitudes. Ele, quer dizer, Paulo César Fonseca do Nascimento, Tinga para o futebol. Foi o último detentor brasileiro do dorsal 77 verde e branco. O número deixado vago por Vukcevic passa a ter um novo dono natural do país irmão em Elias, logo o mais caro reforço de sempre dos leões, que o antecessor-compatriota tão bem conhece... e admira.

A O JOGO, falando desde Porto Alegre, Tinga nem deixa terminar a pergunta e sai logo a responder. "O Elias? Mas é que nem há dúvidas. O pessoal do Sporting pode ter a certeza que fez uma grande contratação. Fiquei contente com a notícia. É um craque que não engana, jogador de selecção, o que aqui é difícil, até pela posição. Eu sei muito bem como isso é", confiou o centrocampista, também ele com passado ao serviço da selecção canarinha.

Na opinião do ex-atleta leonino, Elias vai chegar, ver e vencer em Alvalade: "Quando saí do Borússia de Dortmund para voltar ao Internacional, o Elias era o melhor médio no campeonato brasileiro. Ele vem para o Sporting fazer história. Sei que o começo desta temporada não está a ser positivo para a equipa, mas ele tem tudo para comandar as operações no meio-campo. É um jogador com experiência, muito carácter e grande qualidade técnica e táctica."


@ ojogo.pt

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Jeffrén revoltado


É o jogador mais azarado do plantel. Triste com nova lesão mas com vontade enorme de jogar. Quer ajudar equipa a inverter situação.

Chegou a Alvalade proveniente do Barcelona, logo com rótulo de qualidade, e a troco de 3,750 milhões de euros. Na estreia pela equipa leonina, frente ao Olhanense, deixou água na boca aos adeptos leoninos. A velocidade e profundidade que empresta ao ataque de Domingos Paciência, aliados a uma boa técnica individual, prometiam uma época em grande para Jeffrén. Contudo, este início de época tem sido pintado a negro para o jovem leão, indiscutivelmente o mais azarado do plantel sportinguista.

Duas arreliadoras lesões na coxa esquerda deixaram o espanhol de rastos por não poder dar o contributo à equipa na fase inicial da temporada. Quem o afirma é o pai e representante do jogador, Effrén Suarez, que diz que Jeffrén está triste com esta nova lesão, mas ao mesmo tempo com uma vontade enorme de recuperar e voltar a ser útil ao Sporting. Como se se tratasse de uma revolta interior, aborrecido pelo infortúnio que lhe bateu à porta, por duas vezes, impedindo-o de mostrar o seu futebol.

«Tenho falado com ele e ele está bem, só não sabe quando é que poderá voltar a jogar. Ele está muito triste pelo facto de se ter voltado a lesionar. Isso é incómodo para qualquer jogador», confidenciou Effrén Suarez.

Aliás, a tristeza do jogador ficou bem patente quando, aos 75 minutos do jogo com o Marítimo, conheceu sentimentos antagónicos: a felicidade de marcar o primeiro golo pelo Sporting e, naquele caso, relançar a equipa para outro resultado que não a derrota com que terminou o encontro; depois, a agonia da lesão que o obrigou a nova paragem.
'Ganas' para voltar

@ abola.pt

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