Os máximos dirigentes dos clubes da capital sentaram-se à mesma mesa para discutir diversos temas relacionados com o futebol português, designadamente o Conselho dos Presidentes agendado para quinta-feira, a arbitragem e as eleições para a presidência da Federação Portuguesa de Futebol.
No final do encontro, no qual participou também Luís Duque, administrador da SAD do Sporting, nenhum dos intervenientes acedeu a prestar declarações.
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O Sporting colocou à venda esta terça-feira os bilhetes para o jogo da 1.ª jornada da fase de grupos da Liga Europa, a disputar em Zurique (Suíça), dia 15, às 18 horas.
O preço dos ingressos é de 45 euros e destinam-se aos sectores B11 e B12 do Estádio Letzigrund. A venda será efetuada até dia 13 entre as 12 e 30 e as 19 e 30 no Estádio de Alvalade.
Elemento em grande destaque na pré-época do Sporting, Diego Rubio sofreu uma entorse no tornozelo direito na derrota do Chile com o México (1-0), o que obrigou à sua imediata substituição (39’).
A lesão do camisola 33 não suscita grandes preocupações ao departamento médico dos leões mas, numa altura em que faltam apenas 5 dias para a partida com o P. Ferreira, ainda existem algumas dúvidas quanto à total disponibilidade do avançado para a deslocação ao Estádio da Mata Real.
A lesão contraída domingo ao serviço da seleção chilena chega na pior altura possível para o jovem sul-americano. Preterido por Domingos Paciência dos últimos encontros da equipa verde e branca, Diego Rubio poderá aproveitar a saída de Hélder Postiga para ganhar mais espaço entre o lote de eleitos do treinador, mas esta luta poderá ficar adiada para a próxima semana, no desafio frente ao Zurique (Suíça), em partida a contar para a 1.ª jornada da fase de grupos da Liga Europa.
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É hora da prova dos 9
Setembro, nono mês do ano, tem muito para contar quando a conversa chega a Alvalade. Observando a história recente do Sporting, o verde e branco leonino costuma ser encoberto por uma sombra cinzenta quando o Outono passa a mandar no Hemisfério Norte. O conjunto liderado por Domingos Paciência, ex-camisola nove de eleição, abriu a época com duas derrotas, três empates e uma só vitória tendo agora a prova dos nove a fazer, perante um calendário árduo, a abrir com três deslocações, uma delas europeia (Zurique), jogando o seu futuro próximo sob intensa pressão e tolerância mínima. O treinador, porém, conta com o apoio de quem manda.
O nono mês não costuma passar com acalmia sobre o futebol leonino. Na maior parte das vezes, em termos de Liga, os lisboetas entram em Outubro em piores condições do que se encontravam um mês antes, embora o inverso já tenha sucedido. Há 12 anos, nada fazia prever que o Sporting nessa mesma época (1999/2000) conquistasse o título de campeão após 18 anos de espera. A razão foi dada por Setembro. Duas vitórias, três empates e uma escandalosa eliminação da Taça UEFA aos pés do "inexistente" Viking, ditaram a demissão do treinador Giuseppe Materazzi perto do final do mês, na sequência de um empate a uma bola com o Gil Vicente, em Braga. Convidado por O JOGO a explicar o que não funcionou, o técnico italiano faz revelações. O problema esteve na estrutura directiva, com a qual não havia química. "Tínhamos um conjunto muito bom, mas eu não me entendia com o director-desportivo Carlos Janela. Ele não queria que pusesse Acosta a jogar por ser velho, dizia que o Rui Jorge também devia ficar fora e eu não concordava. Basta ver a carreira que eles fizeram no clube. Além disso, os três, quatro jogadores que eu pedi não vieram. Só veio o De Franceschi, mas nem o utilizei, pois lesionou-se mal chegou e eu saí", relembra o agora timoneiro do Arezzo. Sem rancor, Materazzi não duvida porém que, caso houvesse tolerância, o desfecho poderia ter sido igualmente feliz com o Sporting sob o seu comando. "O conjunto era bom. Tínhamos Schmeichel, Pedro Barbosa, Rui Jorge, Acosta, o próprio Toñito... Podíamos ter feito muitas coisas boas, até porque dei uma grande preparação atlética à equipa na pré-temporada. Tinha também uma excelente relação com os jogadores, todos profissionais exemplares, mas não havia apoio por parte da direcção. Ainda nessa temporada, a estrutura mudou, a equipa foi reforçada como sempre defendi e o Sporting foi finalmente campeão."
Mas há o reverso da medalha... que bem podia ter o rosto de Mário Jardel gravado. Em 2001/02, também poucos auguravam novo título leonino. As desastradas três primeiras rondas do campeonato trouxeram uma vitória e duas derrotas e o técnico Boloni sentia o banco tremer. Estávamos também em Setembro, mas eis que Super Mário chegou e 42 golos depois ajudou e de que maneira a trazer para Alvalade uma dobradinha nunca mais verificada desde então. Agora foi Elias o reforço de última hora, no qual muitas esperanças se depositam na esperança do clique que, bem entendido, está longe de depender de um homem só. Tudo partirá da reacção do colectivo liderado por Domingos Paciência a esta falsa partida, a começar já em Paços de Ferreira.
Meio-campo montado com o 77 e... mais dois
A chegada de Elias ao plantel do Sporting proporciona a Domingos Paciência uma arma de impacto considerável mas complica as contas do treinador num sector que conta, agora, com muitos elementos para um número limitado de vagas. Isto porque, tendo em conta o estatuto de Elias e o sistema táctico que tem sido utilizado, tudo aponta para que a prioridade na composição do meio-campo seja a escolha do 77... mais dois. Assim, passam a ser sete os candidatos para apenas duas vagas disponíveis. Atletas do peso de Rinaudo, André Santos, Schaars, Luis Aguiar, Izmailov ou Matías Fernández, para não falar de André Martins, têm agora de competir de forma intensa para uma mais reduzida janela de oportunidade.
O início da pré-temporada parecia abrir a porta para a utilização simultânea de quatro médios, com o 4x1x3x2 como sistema táctico de eleição confirmado, de viva voz, por Domingos, mas a verdade é que, com o arranque das competições oficiais, o 4x3x3 - ou a sua variante 4x2x3x1 - tomou conta da estrutura dos leões, tendência que a saída de Yannick Djaló e Hélder Postiga, no derradeiro dia do período de transferências, só veio reforçar, uma vez que restam apenas três soluções para o eixo do ataque - Bojinov, Wolfswinkel e Diego Rubio -, facto que torna menos provável a utilização frequente e simultânea de dois avançados.
Assim, André Santos e Rinaudo devem competir pelo posto de médio defensivo, sendo que o argentino é encarado como mais influente se jogar claramente na posição seis, enquanto o português goza de maior polivalência. Depois, num cenário de dois médios à frente de um único trinco, Elias é escolha garantida, enquanto a vaga que sobra terá de ser discutida pelos restantes candidatos.
Outra possibilidade, no contexto do 4x2x3x1, aponta para a utilização de Elias como médio de transição, na colaboração com o médio mais defensivo e no apoio a outro mais criativo, reduzindo o espaço de Schaars ou Aguiar, para benefício de Matías Fernández e Izmailov.
Certo é que, durante as próximas semanas, ficará mais clara a hierarquia num sector agora excedentário.
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Helder Postiga = Maça podre ?
Porventura, não será difícil de afirmar e aceitar que o SCP este ano está diferente. Se mudou para melhor ou para pior só o tempo nos poderá ajudar, mas na realidade mudou a sua administração com um novo presidente, a estrutura da direção desportiva, mudou também a equipa técnica com a entrada de Domingos Paciência, e investiu 28 milhões de euros na construção da sua equipa, com 16 novos jogadores contratados. Resultou daqui um investimento recorde e nunca visto para aquelas bandas, e mesmo tendo em conta a sua debilidade financeira não hesitou em reforçar a equipa.
Todavia, ao contrário do que seria expectável, optou por ir ao mercado de uma forma quantitativa em detrimento da qualititativa, tendo neste momento no seu plantel muitos jogadores de qualidade duvidosa ou, quando muito, com dificuldade em entrarem de caras no onze inicial.
Além de tudo isso, e quando nada o fazia prever, pelo menos do ponto de vista do valor da quantia em causa, e segundo informação da própria CMVM que não nos deixa dúvidas, Helder Postiga foi vendido pelo SCP por um milhão de euros, mais uma componente variável que no máximo poderá chegar a outro milhão. No entanto, como só tem 50% do passe, receberá 500 mil euros. O resto é do FC Porto, que mais uma vez fez um bom encaixe financeiro sem mexer em nada.
Mas o que mais vem à baila, e provavelmente o que todos os seus sócios e simpatizantes se devem questionar, é como é possível que um jogador titular da seleção portuguesa seja vendido por uma verba tão baixa, e ainda por cima numa posição que se considera sempre mais valorizada em termos de transferências.
Nesta base de raciocínio, resta-me perguntar se porventura Helder Postiga não seria no SCP mais uma “Maçã Podre”, igual a João Moutinho. O que acham disto os meus colegas “relvas”?
Arias fica de fora

Santiago Arias não foi inscrito pelo Sporting para a fase de grupos da Liga Europa. O defesa direito colombiano fica de fora porque os leões não cumprem o mínimo de oito jogadores formados localmente na lista A.
Assim, um dos estrangeiros tem de ficar de fora e a "fava" saiu a Arias, uma vez que Domingos Paciência dispõe de João Pereira e Bruno Pereirinha para a posição de defesa direito.
Elias, a contratação mais cara na história do Sporting (8,850 milhões de euros) também não poderá dar o seu contributo. Não apenas na fase de grupos, mas em toda a competição, no caso do clube lisboeta se apurar. Isto porque foi utilizado no 'play-off' com o Vitória de Guimarães, tendo apontado os dois golos da vitória (2-0) do Atlético de Madrid, na primeira mão.
Eis a lista completa de inscritos, publicada no site 'Maisfutebol':
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