sábado, 23 de junho de 2012

Resumo GRUPO B - PORTUGAL, Holanda, Dinamarca e Alemanha ( Análise Plantel )



DEFESA.......[5]

A defesa tem estado globalmente bem mas tem notórias deficiências e denota alguma intranquilidade.


RUI PATRÍCIO ..... [5]

Tem justificado a aposta como titular. Mostra confiança e não se pode dizer que tenha sido o principal responsável em qualquer um dos 3 golos sofridos. Por outro lado ainda não fez nenhuma defesa daqueles que ficam na memória. Ainda não teve nenhum momento de superação. E embora não tendo sido o principal responsável julgo que poderia ter feito mais nos dois golos que sofremos da Dinamarca.

JOÃO PEREIRA ..... [4]

O pior elemento da defesa. Não tem feito aquilo em que é melhor (apoiar o ataque) e tem sido muito solicitado em ações onde é mais fraco (fechar ao meio). O resultado não é positivo. Tem participação direta nos 3 golos já sofridos.

PEPE ..... [6]

Tem sido um dos esteios da seleção portuguesa. Um dos melhores da defesa e um dos 4 melhores jogadores da seleção até ao momento. Seguro, dominador e decisivo na maioria das situações em que é chamado a intervir. Marcou um golo e foi dele a melhor oportunidade frente à Alemanha. Se não fossem as responsabilidades diretas no golo alemão e no 2º golo da Dinamarca seria, sem dúvida, o elemento mais em destaque da equipa.

BRUNO ALVES ..... [5]

Tem cumprido. Mas de uma forma mais discreta que o seu parceiro no centro da defesa. Mostra dificuldades na saída para o ataque onde tem abusado dos passes longos que, na prática, se transformam nos designados "charutos". Ainda não se conseguem identificar rasgos de qualidade no seu jogo mas, em contra-partida, não se lhe podem apontar erros crassos.

FÁBIO COENTRÃO ..... [6]

Juntamente com o seu colega de clube tem sido dos melhores na defesa e na equipa. Está a anos-luz do João Pereira no que respeita ao envolvimento em manobras ofensivas e já conta com a assistência decisiva para o golo da vitória frente à Dinamarca. Pelo lado negativo tem que se apontar o facto de ter sido pelo seu lado que nasceram os 3 golos que já sofremos. E a falta de apoio que recebe do Ronaldo não pode justificar tudo.



MEIO CAMPO ..... [4]

É o setor mais frágil da equipa. Com um posicionamento geralmente mais próximo das linhas defensivas não tem assumido a parte determinante que lhe compete de assegurar os ritmos de jogo e de alimentar os homens mais avançados.

MIGUEL VELOSO ..... [5]

Não tem estado mal. Tem cumprido no apoio aos defesas e sido competente nas tarefas de contenção e redução de espaços. Com a bola tem jogado preferencialmente curto, para trás e para os lados. Não tem contribuído para "esticar" a equipa e mostra-se lento nos momentos de transição ofensiva.

RAÚL MEIRELES ..... [3]

É a unidade de menor rendimento da equipa até agora. Parece que nada lhe sai bem. A bola parece que está demasiado quante quando lhe chega aos pés. Ele é, na minha opinião, o principal responsável por termos uma percentagem de posse de bola miserável nos dois jogos. É claro que está condicionado por um esquema tático que lhe rouba protagonismo e, principalmente, espaço. Tem o Miguel Veloso (em situações sem bola) e o João Moutinho (com bola) demasiado perto. Mas a sua má condição física (e anímica?) é evidente.

JOÃO MOUTINHO ..... [5]

Outro elemento que tem cumprido sem deslumbrar. Tem feito os mínimos mas o que faz sai geralmente bem feito. É o único que, em situações pontuais, tem feito passes de rutura e o único que mostra algum critério na distribuição de jogo. Contudo, está também demasiado preso e condicionado ao espartilho tático que o coloca a jogar uns bons metros atrás do que seria ajustado.


ATAQUE ..... [6]

Ao contrário do que tem sido veiculado por todo o lado na comunicação social por parte de comentadores e analistas eu acho que o setor ofensivo tem sido o melhor da seleção. Verdade que muito se deve à quase exclusiva contribuição do Nani mas, para o jogo que têm tido, penso que a produção ofensiva está a níveis positivos em termos gerais.

NANI ..... [7]

Para mim o melhor jogador da seleção no conjunto dos dois jogos. Não é o alvo privilegiado nas movimentações ofensivas mas quando é chamado a intervir tem realizado um trabalho muito meritório. Já tem uma assistência para golo e dos seus pés a bola sai habitualmente com critério e "redonda". Tem sido eficaz no um-para-um e na procura de desequilíbrios na defesa adversária. Acresce ainda o papel importante no apoio ao João Pereira em matéria defensiva.

CRISTIANO RONALDO ..... [5]

É o homem de quem se fala (demasiado!) e de quem se espera que resolva os problemas (todos!). Exige-se dele que seja 100% eficaz em tudo o que faz. E exige-se também que ele faça coisas para a qual não está vocacionado. Eu não exijo nada disso. Tenho gostado da sua atitude, do facto de ele não se esconder do jogo e da sua vontade de vencer. O Ronaldo é o único jogador neste europeu que está a disputar dois torneios: o próprio europeu e um duelo muito particular com o Messi para melhor jogador do mundo. E isso não o está a ajudar. Em conclusão, acho que ele tem estado num nível muito razoável, com a irritante pecha na finalização. O que é estranho porque é exatamente nesse plano que reside o máximo da sua capacidade. Geralmente o Ronaldo não perdoa e neste europeu tem perdoado em demasia.

HÉLDER POSTIGA ..... [5]

Tem estado ao seu nível quando se apresenta ao serviço da seleção. Liga bem com os colegas de setor mas tem dificuldades em dar sequência aos lances. Joga bem de costas para a baliza e mal de frente para ela. Não dispõe de muitas oportunidades de visar a baliza adversária mas vai picando o ponto quando joga com as quinas ao peito. E mais uma vez isso aconteceu. E juntou-se a um grupo restrito de jogadores a que pertencem também o Nuno Gomes, o Henry e o Smicer como os únicos a apontar golos em 3 fases finais de europeu diferentes. É obra para um jogador tão mal-amado.


AS SOLUÇÕES DO BANCO ..... [6]

É um facto. Os jogadores suplentes têm introduzido melhorias no futebol da seleção.

NÉLSON OLIVEIRA ..... [5]

Muitos benfiquistas têm afirmado que o Nélson deveria ocupar a vaga do Postiga na equipa titular. A eles se juntam sportinguistas, portistas e adeptos indiferenciados que têm reservas sobre as qualidades do Postiga, principalmente pelo que ele (não) produziu quando se encontrava ao serviços dos seus clubes. Tudo somado temos assistido a um movimento pró-Nélson Oliveira. O Paulo Bento, no jogo frente à Dinamarca resistiu a este movimento. E quanto a mim bem. O Nélson tem entrado bem nos jogos, tem mostrado que possui algumas qualidades superiores ao Postiga no que se refere à sua estampa física, às capacidades técnicas, à maior eficácia em segurar a bola o que possibilita que a equipa tenha mais tempo para avançar no terreno. Mas ainda mostra muita ingenuidade e precipitação nos momentos de soltar a bola. E nota-se a falta de automatismos com os colegas.

VARELA ..... [6]

O novo herói da nação tem feito um europeu acima das expetativas. Das nossas, enquanto adeptos e, estou convencido disso, das suas próprias. Teve nos pés o empate frente à Alemanha e foi dele o golo que nos deu a vitória sobre a Dinamarca. Só por isso já merecia nota positiva. Mas tem feito mais. Tem mostrado que o esquema tático utilizado pela seleção pode ser outro com igual ou superior eficácia. E tem acrescentado qualidade à equipa face à que tem mostrado o jogador que ele tem substituído (o Meireles). No seu estilo mais físico e menos tecnicista que o Nani tem surgido nos momentos finais das partidas como efeito surpresa perante os adversários diretos e isso tem sido vantajoso para a equipa.

ROLANDO ..... [-]

Não tem tempo suficiente de jogo para poder ser avaliado.



PAULO BENTO ..... [4]

Pior que ele só o Meireles. Teimoso e convicto das suas ideias, montou um esquema tático que não me agrada, que funciona, como já referi, como um espartilho ao meio campo. Tem um plano de jogo pré-concebido e dele não sai. Não reage às condicionantes que lhe são impostas pelo jogo. Apenas tem seguido o plano. Não inova. Não tenta mudar. Se dessa forma chegar à final eu cá estarei para fazer mea culpa, mas por enquanto não encontro motivos de satisfação. Uma das coisas que me tem desgostado é o facto de ele não ter tentado, uma única vez, fazer algo tão simples como trocar os extremos no decorrer do jogo. Sabe-se que o Ronaldo é tão eficaz a partir da direita como da esquerda e o mesmo acontece com o Nani. Estando mais do que evidente que o Coentrão é pressionado durante 90 minutos muito por causa da incapacidade do Ronaldo em recuar no terreno (o que, diga-se o limitaria muito nas ações ofensivas) e havendo já o registo de 3 golos sofridos em lances que nasceram desse lado, porque não se experimenta uma diversificação em certos momentos do jogo?

Além disso nota-se a formatação ao nível das substituições. Independentemente do adversário, da marcha do marcador e das contingências do jogo, as alterações têm sido sempre as mesmas: à passagem dos 60 minutos refresca-se o ataque com a saída do Postiga e a entrada do Nélson; 10 a 15 minutos mais tarde, tendo que correr atrás do prejuízo, tira-se o Meireles e coloca-se o Varela mudando a equipa do 4-3-3 para o 4-2-4 e depois, em situação de vantagem. sai o Nani para entrar o Rolando (seria essa substituição que estava programada caso acontecesse golo nos últimos minutos contra a Alemanha). Aguardemos pelo resto da competição para ver se a norma se mantém.

Finalmente, a coisa que mais me irrita é a apreciação que ele tem sobre os jogos. Tudo depende da sorte ou do azar. E fala de merecimentos e de justiças daí decorrentes. Contra a Alemanha tivémos azar e não merecíamos perder. Foi injusto. Contra a Dinamarca tivémos a sorte que nos faltou contra a Alemanha. O resultado foi justo mas não merecíamos sofrer tanto. Mas o que é isto? Eles estão lá para jogar futebol ou para jogar bingo?...

@ by  Descartes ( cm portugal )

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